quarta-feira, setembro 21, 2005

CANTANHEDE Ambulância não anda por causa da chapa do motor



“Inaceitável” parece ser o adjectivo mais indicado para Francisco Lourenço e Eduardo Gaspar, responsáveis pelo comando dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, caracterizarem a razão que levou uma das suas ambulâncias a reprovar na inspecção.

A ambulância amarelo-esverdeada que foi doada à corporação pelo INEM, depois do Euro 2004, sofreu um acidente durante uma “corrida” de emergência, poucos meses depois de ter chegado.

Submetida a inspecção depois de devidamente reparada (procedimento habitual), veio a chumbar, por... não possuir a chapa de indicação do número do motor.

No caso de um automóvel particular, a ausência desta chapa pode indiciar um veículo roubado. Mas quando se trata de uma ambulância, a suspeita ganha contornos rocambolescos. Para mais quando se trata de uma ambulância cedida pelo INEM.

A situação é “revoltante” para os Bombeiros Voluntários de Cantanhede. Com o veículo que lhe assegurava o serviço do INEM tido como “ilegal” e impedido de circular, a corporação viu-se obrigada a utilizar a ambulância que estava destacada para o posto da Tocha.

“Não se compreende como é que consideram ilegal um veículo de emergência, uma ambulância do Estado, apenas porque lhe falta uma chapita que há-de vir da Alemanha. Uma coisa que não afecta em nada a segurança do veículo...”, desabafa Francisco Lourenço.