sábado, outubro 01, 2005

Entrevista com Filipe B. Silva, líder da Juventude Nacionalista

Hoje, dia 1 de Outubro, a Juventude Nacionalista, ala juvenil do Partido nacional Renovador, apresentou-se oficialmente à sociedade portuguesa, num evento que teve lugar na Junta de Freguesia de Benfica e que contou com a adesão de várias dezenas de jovens nacionalistas.
Infelizmente, uma vez mais se provou que existe por parte dos meios de comunicação do sistema uma acção concertada, com o intuito de reduzir o PNR e as suas actividades à inexistência política, social e civil. Com isto procuram assim aniquilar este partido nacionalista através de um blackout informativo. Porém, desenganem-se, não serão capazes! A Novopress, enquanto agência de informação alternativa, esteve presente e entrevistou o jovem dirigente da Juventude Nacionalista, Filipe Batista e Silva, que gentilmente nos concedeu estas respostas.
1) Filipe, em traços gerais, podes dizer-nos o que distingue a Juventude Nacionalista, enquanto secção juvenil do PNR, das demais juventudes partidárias no espectro político nacional?
A Juventude Nacionalista (JN) distingue-se desde logo de todas as restantes juventudes partidárias porque se encontra fora do sistema (não confundir com “fora da legalidade”). E digo isto no sentido em que a nossa postura é a de não compactuar com a classe política – da esquerda à direita – que, ao longo das últimas décadas, tem vindo literalmente a destruir o nosso país. Nenhuma outra juventude partidária assume à partida uma posição de ruptura total com o actual sistema.
Além disso, possuímos um projecto singular para a Juventude. Enquanto que as juventudes de esquerda pretendem corromper ainda mais os jovens com o elogio da droga, do aborto, da irresponsabilização social e das formas decadentes de cultura, e as juventudes de direita apenas têm interesse em tachos e no poder pelo poder, a JN quer formar uma nova elite de jovens cujo amor à Nação, méritos, capacidades e carácter combativo possam verdadeiramente servir a Pátria.
A Nação encontra-se moribunda. Uma nova geração de jovens nacionalistas é o sopro da vida que Portugal precisa!
2) A Internet é um veículo extraordinário para a divulgação dos nossos ideais e tem sido amplamente utilizada pelos nacionalistas para comunicarem, expressarem ideias e mesmo para se formarem política e ideologicamente. Contudo, o nacionalismo, sempre tão guetizado desde o 25 do A, não pode cingir-se à rede internáutica. Será que a JN poderá vir contribuir decisivamente para uma nova cultura política? Em que medida?
Toda a gente sabe que, hoje em dia, a Internet é um dado adquirido, que é indispensável e que tem inúmeras potencialidades a explorar, etc… Basta ver que o motor para o renascimento do nacionalismo em Portugal foi justamente a Internet. O nosso dever como militantes é usar todas as ferramentas ao nosso dispor. A Internet é uma delas. Há, naturalmente, muitas outras que precisam de ser igualmente trabalhadas e exploradas.
O espírito da JN é justamente o da acção concreta e visível. Para nós, a Internet é mais uma ferramenta e um meio de divulgação do que um instrumento de acção. A nossa área privilegiada de acção serão os estabelecimentos de ensino secundários e universitários. Nessa medida, somos inovadores, pois, pelo menos desde o início da década de 80 que não há nenhum movimento nacionalista inteiramente vocacionado para os jovens e para a incursão nos meios académicos.
Se queremos implantar uma nova cultura política no futuro, então devemos eleger as novas gerações como o alvo privilegiado da nossa acção. A mensagem e a postura da JN não deixarão os jovens indiferentes! No entanto, tudo se encontra ainda no início. Será preciso aguardar mais algum tempo até que a “máquina” comece e rolar por si própria.
3) As propostas mais arrojadas, digamos radicais, no seio dos partidos políticos surgem, habitualmente, da parte das suas juventudes. Será a JN, dentro da autonomia que lhe é própria, uma força inovadora e ousada nas ideias dentro do PNR?
Quando o PNR me confiou a tarefa de criar e liderar a JN, foi-me dada total confiança política para gerir a JN autonomamente. Foi-nos também concedida liberdade para usar uma linguagem e uma imagem mais “radical” e adaptada aos jovens, destituída do “rigor” e dos “formalismos” próprios de um partido. A base ideológica não poderia nunca deixar de ser comum à do PNR. A diferença está na forma como se transmite a mensagem, na forma como se comunicam as ideias e na forma como se age. Propomo-nos seguir essas orientações.
4) Quais as preocupações imediatas da JN?
Os nossos objectivos imediatos são: reunir à nossa volta o maior número de jovens nacionalistas, estabelecer núcleos activistas em escolas e localidades por todo o país e iniciar um trabalho sistemático junto das novas gerações. A nossa maior preocupação é que o “conformismo” e o “laxismo” característico dos jovens de hoje atrasem a concretização plena desses objectivos primários.
Aproveito para deixar uma mensagem aos jovens nacionalistas: A JN será aquilo que os militantes quiserem fazer dela! A meia dúzia de responsáveis da JN pouco podem fazer se não houver uma vontade profunda junto de centenas/milhares de jovens para agir com vontade e determinação em prol da causa nacionalista!
5) As escolas e universidades estão geralmente nas mãos de associações de estudantes conotados ou explicitamente ligados à esquerda. Pensas que, na qualidade de líder da JN, será possível a breve trecho estabelecerem-se núcleos estudantis nacionalistas? A JN tem alguma estratégia nesse sentido?
Como já disse em cima, a criação de núcleos é um dos objectivos primordiais nesta fase em que a JN está ainda a dar os primeiros passos. A estrutura interna daJN é muito simples, flexível e desburocratizada. Em primeiro lugar, os jovens devem fazer-se militantes preenchendo uma pequena ficha de inscrição e pagando uma cota anual simbólica (15 euros). Depois, a criação dos núcleos parte da iniciativa dos próprios militantes que se decidam organizar em núcleo da JN. Temos também em mente estimular a criação de listas de tendência nacionalista para as associações de estudantes.
Em apenas dois meses de existência, a JN conta já com várias dezenas de filiados em todo o país e com três ou quatro núcleos em fase de criação.
6) Opiniões sucintas para:
Governo Sócrates – Um Governo que se vê confrontado com uma crise económica e social sem precedentes em Portugal mas que não tem vontade nem condições políticas para inverter o rumo até à Queda final.
Propinas – Quem pode pagar, deve pagar. Quem não pode pagar deve ser ajudado. Os cábulas e os parasitas deviam ser simplesmente afastados das faculdades para não as contaminarem com os vírus do desleixo e da mediocridade.
União Europeia – Frente avançada do igualitarismo e do capitalismo liberal internacional. Suicídio da verdadeira alma europeia!
Haxixe e Cannabis – Forma de alienar e manietar os jovens. Forma de prejudicar a saúde, a virilidade e o espírito combativos dos jovens. Forma de anestesiar o potencial de inconformismo e de mudança.
Igreja Católica e Imigração – Uma simbiose cada vez mais inseparável: A igreja precisa de novos fiéis, por isso, interessam-lhe os imigrantes. Os imigrantes precisam da mensagem caridosa, humanista, igualitarista, mundialista e ecuménica da Igreja. A Igreja Católica que imbuía a alma e o ser íntimo da Europa é cada vez mais um mito. Saiu-nos o tiro pela culatra.
Novopress – Pela sua natureza proto-jornalística, trata-se de um projecto diferente de quaisquer outros existentes na rede nacionalista portuguesa. Ideologicamente muito preparado. Esteticamente agradável. A arquitectura em rede internacional facilita que os nacionalistas dos diversos países se conheçam melhor uns aos outros. Um projecto que, na sua versão portuguesa, em boa hora foi reavivado e dinamizado.
7) As derradeiras palavras são tuas.
Agradeço o “tempo de antena” concedido à JN. Desejo um longo futuro à NovoPress – Portugal e felicitações pelo trabalho que já tem vindo a realizar.
O FUTURO PERTENCE AOS NACIONALISTAS!

Novo Press

3 Comments:

Anonymous Pascoal escreveu...
A Igreja Católica é igualitária?
Já só falta dizer que é comunista!!

Afinal os partidos politicos só corropem a juventude, uns pela dogra, outros plo poder e outros pela raça... O que todos têm em comum é a Mentira.

"A igreja precisa de novos fiéis"
Recordo que a Igreja tem fieis em TODO o Mundo não precisa de imigrantes cá para nada. Se ela é humanista e igualitária então não falamos da Igreja Católica Apostólica Romana, talvez dum movimento chamado Teologia da Libertação, movimento de comunistas disfarçados de católicos piedosos.
O humanismo centra se nos interesses e nos valores humanos, pelo contrário a ICAR apenas se interessa por Deus, nos valores verdadeiros -- nos valores de Deus -- e em salvar as almas dos homens, logo a não é humanista; Então igualitária é que não é de certeza, que o digam as feministas...
2/10/05 20:30  
Anonymous FilipeBS escreveu...
Negar que a Igreja segue cada vez mais o rumo do igualitarismo e do ecumenismo é negar-se às evidências.
3/10/05 03:47  
Anonymous Pascoal escreveu...
Não, é negar a campanha dos ecumenicos e humanistas infiltrados na Igreja, os tais teólogos da libertação. A voz desses é que se faz ouvir e pra ajuda-los têm os amplificadores da comunicação social...
3/10/05 22:07  

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