quarta-feira, novembro 23, 2005

PJ faz maior apreensão de cocaína em Portugal

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou, esta terça-feira, a maior de apreensão de cocaína de sempre em Portugal (6,1 toneladas), efectuada ontem nos arredores de Lisboa, numa operação que incluiu a detenção de sete pessoas.
Além da droga, proveniente da Colômbia, foram apreendidos num armazém do Prior Velho, concelho de Loures, quatro viaturas ligeiras (duas de matrícula portuguesa e duas com matricula espanhola), um camião, 19 telemóveis e 20 mil euros.
Durante a operação «Courage», levada a cabo pela Direcção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes da PJ, foram detidos seis franceses e um colombiano.
Os indivíduos pertenciam a uma rede internacional de tráfico de droga, que a Judiciária acredita ser «responsável pela introdução de grandes quantidades de cocaína no espaço europeu».
A acção foi concretizada «na sequência de uma complexa investigação desenvolvida nos últimos meses», adiantou a Polícia em comunicado.
A abolição de fronteiras resultante dos Acordos de Schengen, veio facilitar o tráfico de estupefacientes, não existe nenhuma fiscalização. É uma saída tranquila, onde tudo pode ser levado, sem nenhum problema, tanto num sentido como no outro.
A falta de meios de fiscalização da nossa costa, é também um forte aliciante para que Portugal seja uma porta de entrada de droga.
O tráfico de estupefacientes tornou-se o negócio mais lucrativo do nosso século. Produzindo lucros da ordem dos 80% faz entrar na economia legal mais de trinta mil milhões de contos por ano. Em Portugal, calcula-se que o tráfico interno lave e aplique por ano em negócios legais, perto de cinquenta milhões de contos.
Os narcotraficantes internacionalizaram o seu negócio e criaram redes que fazem cruzar o mundo do crime e da economia legal. O poder económico criado com esta actividade permite-lhes instalar-se em áreas do poder político.
No passado, a acumulação de capital necessária ao arranque industrial foi possível graças aos lucros obtidos nas colónias sob domínio europeu. O tráfico de escravos e outros negócios somados à exploração de mão-de-obra barata, de que a infantil é exemplo, possibilitaram o desenvolvimento industrial no chamado mundo ocidental.
No nosso século, a ligação das máfias e do mundo do crime aos negócios legais tem sido um instrumento de que o capitalismo se serve para melhor se afirmar e perdurar. O tráfico de droga desempenha, nas sociedades actuais, o papel que outras formas de crime e exploração desempenharam noutros tempos na sustentação da economia legal.
O paradigma do capitalismo aponta para o máximo lucro em relação ao investimento, o anonimato dos negócios, a fiscalidade mínima ou nula, a máxima precariedade nas relações laborais, por isso se pode afirmar que o narcotráfico é o verdadeiro paradigma do capitalismo. Tal facto torna o seu combate mais complexo e difícil.
A mobilidade de pessoas, tecnologias e capitais que caracterizam a globalização da economia mundial, no nosso tempo, facilitam a lavagem dos lucros resultantes do tráfico de droga e tornam o trabalho das polícias mais difícil. Na actual situação, a apreensão da droga, que não ultrapassa 10% do produto transaccionado, incomoda pouco os traficantes. Estes seguem as leis do mercado: as apreensões, diminuindo a oferta, provocam a subida do preço pouco alterando os lucros resultantes das operações criminosas.
O enorme poder económico dos narcotraficantes, a sua ligação à economia legal, a penetração em áreas do poder político e económico e no sistema policial permitem-lhes escapar facilmente ao controlo policial que, comparativamente, dispõe de fracos recursos. O reconhecimento destas realidades obriga-nos a procurar outros meios que permitam combater mais eficazmente este flagelo social.
Estranhamente os políticos de esquerda defendem a liberalização das drogas, nós dizemos que este tipo de politicas só vem favorecer o negócio. Na sua luta pelas “amplas liberdades” na procura de apoiantes em zonas marginais da sociedade, os socialistas, marxistas e restante camarilha, acabam por fazer um favor, facilitando a vida àqueles que dizem combater.
O mundo tem hoje quase 200 milhões de drogados. Grande parte deles é vulnerável ao vírus da sida. Outra parcela significativa está exposta às acções do crime organizado no tráfico.
O consumo e tráfico de droga pode ser considerada uma doença do regime político que hoje governa o nosso planeta.
A incapacidade de resolver o problema, resultados lobbys instituídos, da sua ligação à classe politica, no medo de agir, na estupidez dos marxistas

3 Comments:

Anonymous Anónimo escreveu...
O problema da droga é de fácil resolução.
Ou se liberaliza totalmente ou considera-se crime o consumo e com penas de 70anos para o trafego.

Agora e fazer um referendo :D
23/11/05 23:41  
Blogger Vitor Manuel escreveu...
Voto na segunda hipótese
25/11/05 00:10  
Anonymous Anónimo escreveu...
Eu também prefiro a segunda hipótese.
A droga destrói uma pessoa a nível físico, psicológico e ,infelizmente, destrói também as familias que não têm nada a ver com assunto.
Penso que as penas deveriam ser mais altas para os traficantes que só se aproveitam da dependência dos outros...
Penas altas para estes criminosos!
25/11/05 12:53  

Enviar um comentário

<< Inicio