domingo, janeiro 08, 2006

EUROPA COLONIZADA


Há coisa de 30 anos atrás um então conhecido baladeiro-revolucionário (alguns anos depois notícia pela sua detenção num aeroporto estrangeiro por posse de droga…) cantarolava, exortando à expulsão dos brancos do que então era a África Portuguesa: «Áfica é dos africanos, já chegam quinhentos anos», etc…Aos terroristas que matavam portugueses chamava »Movimentos de Libertação». Enfim, naturalmente muito discutível mas, pontos de vista…
Iniciava-se, por essa altura, a imposição de uma cultura e valores de esquerda. Cega, profundamente maniqueísta e dogmática. Imagine-se só se um baladeiro francês, país hoje mergulhado no prelúdio de uma guerra étnico-cultural, começasse a cantar «A França é dos franceses, já chegam cinquenta anos…». Tal como Le Pen não se livraria, no mínimo, dos labéus de xenófobo, racista, troglodita, etc…Ou então, para além de silenciado, algo pior lhe poderia acontecer…Sinistra vincit !
Se fosse por cá ser-lhe-ia imposto, no mínimo, termo de identidade e residência, enfim…reflexos de uma cultura marcada por complexos de esquerda que, para bem da Cultura, importaria sacudir…
A Europa está hoje a ser colonizada, é preciso dizê-lo sem receios, ou será que o colonialismo só se aplicava em continentes que não a Europa? Os reflexos dessa colonização desorganizada estamos a começar a colhê-los…Mas atente-se como a leitura dos factos é totalmente diversa. Se em África toda a inteligentsia condenava os europeus (o terrível fardo do homem branco…) pela imposição às culturas do homem negro dos seus hábitos e cultura, que espécie de direito divino (ou outro…) pode impedir os europeus de sentirem essa mesma tentativa de colonização por parte daqueles que, agora demandam as pátrias dos antigos colonizadores ?
Já sabemos que o cenário de guerra a que assistimos tem claros culpados: a polícia, incapaz de entender as especificidades desses «jovens», os povos europeus, exclusores e xenófobos que, afronta das afrontas querem manter as suas culturas preservadas (não foi sempre isto, que os mesmos que hoje condenam quem assim pensa, exigiam para África ???).
A subversão dos valores, primeira fase da guerra em curso, foi já conseguida. A culpa já não é de quem destrói, incendeia, pilha e ataca, a culpa é naturalmente do sistema que não integrou esses «jovens». Será que ninguém se insurge contra esta difusão da mentira da ditadura do politicamente correcto só porque os que assim agem não são europeus ? Que mordaças invisíveis nos querem colocar ? Que visão deturpada nos querem impor e aos nossos filhos ?
Que espécie de culpa deverão os europeus expiar para poderem dizer que as suas pátrias estão a ser atacadas por aqueles que não se identificam com o modo de vida, a cultura, a música, os comportamentos etc…dos europeus ? Que comunidades de número significativamente relevante querem impor nos vários estados da Europa modelos Africanos ou islamitas que são contrários aos valores europeus ? Não será isso um novo colonialismo ? Será este legítimo ? Deverá o mesmo ser suportado ? Não se justificarão os, ainda que ideológicos, «movimentos de libertação» ?
Por mim, quando não me sinto integrado num determinado local com o qual não me identifico, abandono-o, não o parto ou incendeio. Nem a mim seguramente me seriam permitidas tais liberdades. Cda vez mais há, nesta ditadura em que vivemos (serão saudades do tempo do famigerado Salazar ?), coisas que não podem, nem devem ser ditas, qual foi então a «grande conquista» relativamente à grande «noite negra do fascismo» ? Como me dizia o meu avô referindo-se aos tempos da 1ª República: «quando ouvires gritar na rua “Viva a Liberdade” espreita e vê quem vai preso…» Cada vez mais isto é verdade.
Como se diz no meu querido Ribatejo, é cada vez mais tempo de chamar as coisas pelos nomes.
HUMBERTO NUNO DE OLIVEIRA (Dirigente do PNR)
Fonte Novo Press