domingo, janeiro 22, 2006

EUTANÁSIA: NA HOLANDA AS PESSOAS IDOSAS SÂO UM PESO PARA A SOCIEDADE.

O médico holandês Herbert Cohen descreveu detalhadamente como mata os seus pacientes. É interessante observar a sua atenção para o detalhe estético, e também é significativo que é apenas um dos muitos médicos holandeses que dão consulta domiciliar não para curar, mas para matar.
Cohen aparece na casa do "escolhido" com um lindo ramo de flores. Conversa amavelmente com a família para a deixar à vontade. Depois, aproxima-se da sua vítima, a quem ele primeiro aplica um injecção com um reagente para dormir e, em seguida, com uma substância curare, paralisante fatal.
Cohen é pontual: "Se o compromisso foi marcado para as 8 horas, chego às 7h55, o paciente já estará dormindo às 8 e morto até às 8h10". Então ele chama a polícia e diz que ocorreu uma eutanásia, e um médico vem até à casa para fazer um exame. Apesar de ter seguido esse procedimento dezenas de vezes, nunca foi processado, porque anexa os requisitos de notificação prescritos pela lei holandesa. "Testamento para Subsistência" não significa nada. As declarações de pacientes sobre um desejo de viver ou de receber certos tratamentos, em documentos semelhantes ao "Testamento para Subsistência" dos EUA e à Procuração Permanente (DPAs), não significam nada na Holanda.
Os médicos realizam frequentemente eutanásias involuntárias em pacientes com diabete crónica, reumatismo, esclerose múltipla, SIDA ou bronquite, e em pacientes mais idosos, vítimas de acidentes, independentemente do prognóstico.
Muitos cidadãos holandeses, em autodefesa, transportam agora consigo um "Testamento para Sobreviver" (emitido pela adequadamente chamada Sociedade do Santuário, ou Schuilplaats), a qual declara que eles não desejam a eutanásia para si sem o seu conhecimento. Esses documentos também são chamados de Passaportes para a Vida, ou cartão "Não-Me-Matem".
Presumivelmente, essas declarações têm pouca importância para os mesmos médicos que as redigiram. O cardiologista holandês, Richard Fenigsen, observa que "o ónus de justificar a sua existência está agora com o paciente." E o Procurador-Geral da Holanda, T.M. Schalken disse que "...as pessoas idosas começam a considerar-se um peso para a sociedade, e sentem-se na obrigação de iniciar conversações sobre eutanásia ou mesmo solicitá-la. Os Pacientes são pressionados. Se uma pessoa de 60 anos de idade ou mais, não pode evitar o seu internameno num hospital holandês, os médicos e enfermeiras sugerir-lhe-ão insistentemente a eutanásia, mesmo que ela não a solicite, mesmo se estiver sofrendo apenas de uma doença não muito séria. Toda essa questão resulta num temor crónico, entre as pessoas idosas da Holanda, de que seriam assassinadas caso se encontrassem com profissionais da área da saúde em qualquer situação.
Uma ampla pesquisa de 1987 mostrou que 68 por cento de todos os cidadãos holandeses idosos têm medo de serem mortos sem o seu consentimento ou mesmo sem o seu conhecimento.
O número de asilos na Holanda diminuiu mais de 80 por cento nos últimos 20 anos, e a expectativa de vida das poucas pessoas idosas que permanecem em tais asilos está a tornar-se cada vez menor. Em alguns casos, pode ser medida em questão de horas.
Muitas pessoas idosas em asilos na Holanda apenas bebem água das torneiras e não bebem nenhum outro líquido, porque acreditam que o seu sumo de laranja ou leite pode estar misturado com veneno mortal.
Os médicos cometem eutanásia involuntária nos asilos holandeses, até em pacientes que não são doentes terminais, ou naqueles que necessitam de tratamento intensivo em casa, inclusive aqueles com esclerose múltipla e até cegueira.
Cometem também eutanásia involuntária em vítimas de acidentes e em pessoas com reumatismo, diabete, SIDA e bronquite.
A Holanda possui uma população de cerca de 16 milhões, e os EUA aproximadamente de 273 milhões. Se o índice de eutanásia na população dos EUA fosse o mesmo da Holanda, haveria 400.000 assassinatos por eutanásia em cada ano nos EUA - um por cada vinte segundos durante um dia normal de trabalho - o equivalente à população total na idade de 80 anos!
Fonte