quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Um dia negro para Portugal.

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Quarta, 22 Fevereiro de 2006

A aprovação da nova lei da nacionalidade, no passado dia 14, com os votos do bloco central (PS+PSD) e do PCP, e a abstenção, por razões distintas, do BE, do CDS, de dois deputados do PSD e um do PS, representa para Portugal o início de uma época e o fim de outra.
O ser Português esgota-se no mero acidente biológico de quem nasce em território nacional, no balbuciar primário da língua pátria, expresso na conclusão do ensino básico, e, na união temporária, de facto, sem recurso do notário e do registo, de quem se apaixonar pela possibilidade de em rápidos três anos adquirir, sem grande esforço o bilhete de identidade Português.
O Jus Solis, segundo o espírito da nova lei, é soberano e dita, para efeitos da aquisição da nacionalidade, os trâmites e os requisitos a prosseguir. Caminhos esses, que por obra de irresponsáveis legisladores, levarão Portugal a ser mais africano, sul-americano e asiático, descaracterizando fatalmente a nossa remota identidade fundada e construída na matriz Europeia. Em suma: a concepção oportunista, mercantilista e pragmática prevaleceu sobre o entendimento histórico, memorial e étnico da idiossincrasia portuguesa.
Os efeitos imediatos da aplicação deste aborto jurídico sentir-se-ão, a quente nos bairros ocupados de muitas zonas urbanas de Lisboa e do Porto, no tráfico internacional de passaportes e de bilhetes de identidade com chancela lusitana, no incremento dos custos sociais nas áreas da saúde, educação e habitação, sempre às expensas dos portugueses de cepa, os verdadeiros!
Estaremos, em pouco tempo, sujeitos a uma invasão silenciosa, autorizada pelos trágico-iluminados redactores que, albergados na Assembleia da República, abriram sem o mínimo sentido de estado, as portas do leilão barateado da nacionalidade Portuguesa.
O PNR está acompanhado da esmagadora maioria dos Portugueses na repulsa e condenação desta lei iníqua. Esta significa, no seu conteúdo, o falecimento de Portugal tal como o concebemos.
A qualidade de ser português resulta no contínuo legado transmitido pelos nossos antepassados, não se limitando a uma mera concessão administrativa, automática e artificial. Os casos excepcionais deverão ser ponderados e consagrados na lei, mas sempre a título de excepção.
A nacionalidade funda-se na hereditariedade, jamais na temporalidade do mero nascimento.
À coligação anti-portuguesa, promotora desta lei, não esqueceremos, nem perdoaremos!
Com o PNR, para que viva Portugal!

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