sábado, abril 15, 2006

O dia do Trabalhador e os escandalosos lucros das "cotadas em bolsa"

Quinta, 13 Abril 2006

Numa altura em que se aproxima o 1º de Maio – Dia do Trabalhador - é importante reflectirmos sobre o que se passa no universo empresarial Português.
Temos para nós, que um dos pilares fundamentais da construção de uma nação livre, independente, duradoura e sustentada é precisamente o alcançar de um equilíbrio entre o capital necessário para a construção e manutenção de empresas viáveis e a satisfação plena das necessidades das suas massas de trabalhadores.
No entanto, aquilo a que assistimos hoje em dia, contraria toda esta lógica de complementaridade entre empresários e trabalhadores que juntos deveriam actuar em conjunto para o engrandecimento de Portugal.
De um lado temos a aderência cega a conceitos globalizantes por parte dos nossos empresários, que longe de provarem a sua eficácia em termos de equilíbrio económico, apenas servem para cavar mais o fosso entre aqueles que possuem as maiores fortunas e a restante população que vai empobrecendo a cada dia que passa.
Dentro destes conceitos, alertamos para o facto da politica de imigração existente servir precisamente os propósitos de quem procura, por todos os meios, maximizar os lucros através da utilização de massas de imigrantes que a Portugal vão chegando, com o único propósito de servirem para a cada vez maior diminuição dos ordenados praticados hoje em dia pelas empresas.
Outro facto, que não deveremos descurar nesta análise, é a situação do desemprego que acaba de atingir o seu ponto mais elevado das últimas décadas, estando agora muito perto dos 10% da população activa, ou seja cerca de 500.000 portugueses estão neste momento na terrível situação de ver os seus horizontes de futuro a estreitarem-se cada vez mais.
Por outro lado assistimos a um curioso fenómeno com a nossa bolsa de valores.
Enquanto o desemprego aumenta, o défice da Administração Pública se encontra descontrolado, o comércio tradicional vai fechando as portas, por não conseguir resistir à concorrência desleal de estabelecimentos controlados por pessoas vindas de países, onde não se respeitam os mais elementares direitos do homem. Com a bolsa, o caso, estranhamente, ou talvez não, muda completamente de figura.
Se não bastassem os quase diários anúncios de Ofertas Públicas de Aquisição às maiores empresas cotadas, dando a sensação que o País vive em acentuado desafogo financeiro, com o fecho das contas do ano de 2005 chegamos a uma situação em que parece então que somos um País com uma taxa de crescimento das mais elevadas do mundo.
E o que poderemos então extrair deste resultados?
Analisando apenas as 20 empresas que compõem o índice de referência constatamos que, em 2005, geraram lucros na ordem dos 4.890 milhões de euros, subindo cerca de 57% estes lucros em relação ao ano de 2004.
Destes dados conseguimos concluir rapidamente que, apenas 20 empresas Portuguesas, chegam para resolver todos os problemas de Portugal, senão vejamos:
- Estes lucros davam para cobrir todo o défice de 2005.
- Poderiam em contrapartida servir para dar emprego a todos os 500.000 desempregados existentes, bastando para isso gastar 815 euros mensais por cada um deles.
- Poderiam ainda servir para apoiar os pequenos e médios empresários que assim conseguiriam manter a porta aberta e o emprego seguro.
Mas não, estes lucros servem apenas para engrossar os bolsos de especuladores financeiros que vão fazendo fortunas a partir dos computadores instalados em suas casas.
E a tudo isto, assistimos impávidos e serenos enquanto o nosso Portugal se vai afundando numa cada vez maior perda de identidade, soberania e alegria de viver.
Por tudo isto, nós Nacionalistas do PNR, estamos de luto na altura em que se celebra o dia do trabalhador. Mas que trabalhador?
PNR